Foram cinco meses. Cinco meses que, pra mim, pareciam ser o começo de algo verdadeiro, sólido, real. Eu acreditei em cada palavra sua, em cada gesto, em cada promessa velada que parecia existir no que você me mostrava. Eu confiei em você.
Você dizia que gostava de mim, que queria estar só comigo, que não tinha espaço pra mais ninguém. E eu, do meu jeito direto, mas meio ingênuo quando se trata de sentimentos, me entreguei. Achei que finalmente tinha encontrado alguém que não ia brincar com o meu coração. Não era só sobre mensagens carinhosas ou encontros cheios de risadas… era sobre a sensação de que, dessa vez, seria diferente.
Mas, aos poucos, você foi sumindo. Primeiro vieram as respostas mais frias, depois as desculpas de “tô cansada”, “não deu tempo”, até que o silêncio falou mais alto do que qualquer justificativa. E aí eu percebi: eu não era prioridade, talvez nunca tivesse sido.
Foi então que a ficha caiu. Aquilo que parecia amor virou só mais uma lembrança amarga. Cada detalhe que antes me fazia sorrir começou a doer. E cada vez que eu tentava acreditar, você me provava, com a ausência, que não estava disposta a ficar.
Eu confiei em você. Abri espaço na minha vida, nos meus dias, na minha rotina. Deixei de lado a desconfiança, baixei a guarda, achei que você realmente era tudo aquilo que dizia. Mas no fim, fui só mais um capítulo qualquer na sua história. Um que você apagou sem pensar nas consequências.
E sabe o que mais pesa? Não é o fato de você ter ido embora. É eu ter acreditado. É ter me jogado de cabeça enquanto você já estava com um pé na saída. É perceber que me iludi sozinho, alimentado pelas suas palavras fáceis.
Hoje, quando olho pra trás, só consigo admitir: eu fui um idiota.